Bambolê (Baião)

Levando vida de baixeiro, custou pra mim entende.
Casei com uma velha rica, que vida dura pra sofre.
Era glutona sem medida, parecia gafanhoto ou qüerê qüerê.
Sua vida era escorregadia, queria só come, come, come.

Eu sendo produtor eficiente, trabalhava até o sol esconde.
Ela rodeava e eu formando valeta, eu não podia mais corre.
Sem dormir só me olhando, com medo de eu derrete.
Mastigava só com gengiva, Pros dentes não me ofende.

Era um cabra folgado, Não varria seus caetê.
Hoje sou magro de ossos saltado, de trabalhar e obedece.
Era ciumenta e me trancafiava, encarcerava no bidê.
Soltava pra tomar sol, Mas dançando bambolê.

Fiz uma madrugada, pra ela não perceber.
Se um dia engasga, São Braz não ia defende.
Macarrão enrosca na goela, espaguete com patê.
Mas nessa hora estou distante, Morando em Tietê.

Composta em 25 de setembro de 2007 – às 17h32

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