Bonitos de Capricho (Baião)

Assunto de uma carta escrita, mudando atitude da maldita.
Seu itinerário deixando aflita, desbarrancando onde fazia visita.
Ataviava pensando que era bonita, com fofocas rendia sua marmita.
Passei o visto abrindo a guarita, mudou hoje aumentou o que palpita.

Vizinhos nela não acredita. Pulando alto que nem cabrita.
Filhos caçoando fazem tumulto e grita, desespera para que o passado se repita.
Seu amor longe com idéias mais perita, morre e não ressuscita.
Praças que percorria não os facilita, gatões conhece o caráter da maldita.

Troco o nome pra não ficar esquisita, atos moderno só fazendo fita.
Na fofoca que o conteúdo habita, reunia com maldade com amiga Vita.
Marina aconselhando mais ela agita, só o divórcio que facilita.
No meu campo ela não apita, porque em Deus a gente medita.

Amor de interesse a gente vomita, não é duradouro logo desquita.
Cabrita que o rabo a arrebita, ciúme de lingüiça crua não frita.
Nem cerveja nós não ingurgita, coisas boas não cogita.
Amor verdadeiro nos felicita, o ferreiro o parafuso brita.

Pirangueiro nessa lagoa não transita, por outro beneficiando da marmita.
No banhado nem minhoca regurgita,  faz correr nos braços da Rita.
Do passado compungita, vida descente não habita.
Homem feio nem cheira a coisita, bonitos de capricho em coisa boa que capita.

Composta em  5 de novembro de 2006 – às 16h45

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