Adélio Carlini Baião Cheiro de Mofo (Baião)

Cheiro de Mofo (Baião)

Não sei de onde conseguiu. Tanto ódio de mim.
Pois tu eras bem alimentada. Porque odiou tanto assim.
Dia inteiro era só prazer Visitando o seu jardim.
Elogiava minha masculidade. Dizia que em nada era ruim.
Registrava abraços e beijos. Comendo na integra o meu pudim.

Hoje distancia em repugnância Nosso amor teve um fim.
Saciando o prurido numa cova. Onde germinava o gergelim.
Sumindo o aroma do cravo. Em seu respeitado jardim.
Da irrigação só resta saudade. Representa que de outro mundo eu vim.
Cheiro de Lancaster no leito. Hoje cheira mofo a colcha de cetim.

Voltei na colcha de retalho. Onde gerou nosso amor no pobre camarim.
Que volte de novo o amor, ao disputar a coroa de ouro ou de marfim.
Paz invejável numa cabana. Éramos rei e rainha ou anjo querubim.
Sou um índio guarani amoroso. Das terras fértil de coxim.
Não terá comprado dum brasileiro Dum amor puro dum pingüim.

Composta em 24 de setembro de 2007 – às 17h06

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