Coração Prisioneiro (Cateretê, Baião)

Eu e o meu coração não temos mais quociente.
Está preso entrincheirado só costelas de parentes.
Sofre o mesmo que eu sofro de amor estamos carentes.
Desde que ela partiu estamos atados na corrente.

Volte logo pra alegrar deixe meu coração potente.
Já não recebe meu sangue como era antigamente.
Depressão hipertensão o coitado não esta contente.
Se você demorar ele morre der repente.

Seu vestido pendurado parece você em minha frente.
Chorando o espelho embaça e desapareceram seus pentes.
Meu choro e meu lamento cansado de estar ausente.
Volte para nós amar de novo festeje o velho ambiente.

Faça uma madrugada abandone o delinqüente.
Espero na rodoviária sem auxilio de parentes.
Nem que eu vá se arrastando imitando uma serpente.
Depois que me abandonou estou fraco e doente.

Você é minha panacéia meu elixir e detergente.
Também quero te curar teu físico contundente.
Jamais você leva surra do teu lagartão valente.
Deixe-o ele volte a mim e diga pra ele que me enfrente.

Composta em 31 de outubro de 2006 – às 09h10

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