Cozinhando o Galo (Baião)

Quiseram cantar no meu terreiro com vitória cortei no talo.
Violeiros de papo furado pra mim não causa abalo.
Sólito penetrando em cavernas nenhuma vez lembrei que me entalo.
Meus versos mandam buscar campeão foge de moto ou de cavalo.
Sou violeiro afamado ainda com ninguém me igualo.
Enquanto eles cozinham o franguinho folgado cozinhamos o galo.

Nas funções que eu vou cantar campeões caem do cavalo.
Correm com frio na coluna quando na viola resbalo.
Roncam papo bem distante perto eu corto o gargalo.
Sai correndo igual um avião a jato fumaça vai ao embalo.
Na corrida eu alcanço vira cambóte no piálo.
Enquanto cozinham o franguinho eu vou cozinhando o galo.

Maceto viro os campeões não escapa do meu ralo
Dar lambada de açoiteira isso é o meu regalo.
Não dou sossego na função e cantando não me calo.
Na minha convicção com franqueza é que eu falo.
Cantador de voz de mamangava eu ensaco e em malo.
Enquanto eles cozinham o franguinho eu vou cozinhando o galo.

Imito o Zico e Tinoco Leonel e Zilo e Zalo.
Sou treinador de cantoria igual o futebol do zagalo.
Sou de eficácia e talentoso aqueles que eu escalo.
Ou vira igual porco nos dentes ou geme no meu estalo.
Conhecido rei da viola dei aula a são Gonçalo
Ou faço comer ossos do franguinho eu como o mantiúdo galo

Composta em 7 de novembro de 2006 – às 14h28

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