Drama que Atormenta (Baião)

Era um rapaz solteiro tinha cabelo nas ventas.
Mais pouco tempo depois como a sorte experimenta.
Aconteceu um terremoto não sei como agente agüenta.
Relato em poucas palavras aquilo que me acorrenta.

Namorei uma caboclinha que morava em Pimenta.
Casemos pra ser feliz veja como a História comenta.
O pesadelo da vida sem querer agente enfrenta.
Maior tesouro da vida como tudo se afugenta.

Fui trabalhar no Iraque em uma viagem lenta.
Na solidão eu delirava uma dor que arrebenta.
Chegando a Bagdá onde os boros incrementam.
Dinheiro não foi solução infeliz nada contenta.

Recebi um telefonema do qual a Suzana lamenta.
Grávida de nove meses da vida toda se isenta.
Mesmo na ânsia da morte coitada ainda intenta.
Conversar pela internet frustrada se descontenta.

Teve um parto horroroso porque a saudade não alimenta.
Morrendo no hospital sem eliminar a placenta.
Este choque que eu tive antes de completar os quarenta.
Estou moribundo inerte do drama que me atormenta.

Sem minha riqueza sou morto lagrimas corre e esquenta.
Sem minha Suzana no mundo ilusão não me fomenta.
Sem Suzana o filho coração só fermenta.
Sou eremita fracassado nada no mundo sustenta.

Composta em 6 de agosto de 2006 – às 17h34

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