Em Vice-Versa Sou Golpeado

Em desespero do amor.  Meu negócio paralisa.

Com ela no Pensamento. Meu sofrer não minimiza

Ando na casa tiritando. Mais passo errado amortiza.

Fico múmia fico inerte. Ideia não mostra onde pisa.

Ao ver ela noutro braço. Daí esqueleto agiliza.

No seu prazer de vice-versa. Assim ela me hipnotiza.

 

Minha vida é espinheiro. Vivendo ausente da Heloísa.

Se ela deixasse seus amores. Minhas chagas cicatriiza.

Mesmo ao ter chifres tosados Mais embaça o para-brisa.

Imensas lágrimas que recebo. Numa festa sem divisa.

Se abanar eu sou desmamado. E na cratera focaliza.

Toda amargura se virar doce. Tempestade vira brisa.

 

Vejo a coisa ir de roldão. A presunção me avisa.

Sua devassidão é visível. Meu proceder cauteriza.

Acabrunhado e corrompido. Onde ninguém catequiza.

Tem amplidão de bombardeio. Em território que ela pisa.

Cole rizado na vingança. Minha consciência matiza.

No silêncio do acontecido. Comunidade não parabeniza.

 

Composta em 11/6/2016

 

 

 

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