Escondendo as Aparências

Isento de inocência. Atuando em falso amor.

Escondendo as aparências. Na frente do Criador.

Mais eu tratava com cadência. Cariciava no puro ardor.

Mais com sua violência. Superlotou a minha dor.

 

Com meu grau de inteligência. Fui seu maior professor.

No comércio atuei na gerência. Em psicologia meu valor.

Sem falcatrua dei a residência. Saí na falta de seu pudor.

Deixei cedo à querência.  Entreguei tudo ao seu favor.

 

Tu não conheceste minha prudência. Como eu agia no bastidor.

Você não tinha carência. Seu convívio no esplendor.

Ficou rica na opulência. Esqueceu-se de onde amainava o rotor.

Eu mostrei a competência.  Em seu delírio o compressor.

 

Deus na magnificência. Aliviando eu de todo rigor.

Voltou em zero em falência. Na ausência de um sucessor.

Hoje chora sem experiência. Sem ajuda em seu clamor.

Deus quem dá a indulgência. Humilhando aos pés do Salvador

 

Composta em 11/6/2016

 

 

 

 

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