Final da Novela (Baião)

Tem mulher gastando dedo gasta língua e chinela.
Homem usando braço apertando as ruelas.
Mulher tomando hormônios pra criar barba e engrossar a goela.
Homem também toma hormônios pra criar peito de vitela.
Tem mulher que forma briga atitude de cadela.
Muitos homossexuais morando dentro da cela.
Tem mulher tocando flauta  com o marido da.
Homem atrás da carreta acelerando a manivela

Falando fino no seu ponto aumenta a clientela.
As meninas em seu labor não dão trégua pra cancela.
Empina o capô do carro carga dupla para ela
Aumenta o lucro nas lojas vendendo fraudas e flanela.
Vacas vão dar mais leite e a coitadinha não rebela.
Moleques estão trabalhando no desate da fivela.
Elas levam na esportiva só no uso da sovela.
Pode vim de qualquer lado que ela esta de sentinela.

Os galinhos garnisés sem barba e sem barbela.
Usando brinco esta na cara fazendo cócegas nas costelas.
Enquanto o berne bota ovo no interior da janela.
Pra dar pensão de família ele faz vento na canela.
Os avós segura a carga protege a princesa donzela.
No fim do terremoto quando o morro se nivela.
Com o assunto congelado eles voltam para ela.
Sogro é misericordioso sua divida cancela.

Em sua poupança e aposentadoria se embrulha e acotovela.
Os pais incautos levam couro  com os filhos tenham cautela.
Logo Deus lá nas alturas vai fazer uma esparrela.
No asilo é o arremate é o final da novela.
Deus destrói seu quinhão prende em baixo da gamela.
Teu erro dos teus caminhos morre ao cair da pinguela.
Vai pagar com o mesmo reio seu material esfarela.
Os filhos calabreados deixa raquítica  amarela.

Composta em 23 de julho de 2006 – às 10h55

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