Gatão na Vitrina (Baião)

Muitos morrem de paixão. Eu sou um deles que morri
Transformei num eremita. Por quem tanto padeci
Limpei a tela dos amores. Do mundo dos colibris
Num desterro esquecer o passado. Residindo distante daqui

Das riquezas despojadas. Devotando a você todo o meu tempo
De amores com escolas práticas. Que o mundo tome de exemplo.
Único amor sincero imensurável. O tempo todo eu contemplo.
Amor de mãe que não foi eterno. O resto todo no mundo em prenso

Caminhando sem oásis.  Não acredito de amor de Julieta e Romeu.
Só creio aonde existe justiça. Que não existe outra além de Deus
Quando dizem comer enfastiado. É o pão que o diabo vendeu
Custando o olho da cara e esbofeteados. Que só mentira  ofereceram

Fiquei igual sardinha na lata. Igual arruela dentro do parafuso.
Pensava que existia amor Hoje espantado eu só abuso
Rica pobre, bela ou princesa, Nem que implore eu recuso
Este gatão bem cortejado. Está na vitrina mais fora de uso

Composto em 16 de setembro de 2007 – às 09h16

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