Hora do Silêncio (Baião, Corta Jaca)

Uma erosão ou erupção quando a carta leu.
Chorou não ri porque a verdade apareceu.
Raiva sem limite muda o apetite porque doeu.
Procurou força maior embaixo do sol você derreteu.

De quem dizia ser seu amor transformou em pavor o que aconteceu.
Numa era que não existe homem outro nome debaixo dum quieto apercebeu.
Como de costume nasce o ciúme e separação verteu.
Escrevi carta pra esclarecer fiz sofrer da escorregada que deu.

Na força viu o pior  rematou ficar só velho assunto morreu.
Amor que mentia chegou o dia nu o caminho que sucedeu.
Homem pra dar felicidade em nenhuma cidade te compreendeu.
Fique igual beija flor buscando amor que pra você jamais nasceu.

Com toda a fanfarrice ou gulodice não te engrandeceu.
Como humorista ficará na história sua glória de quem te esqueceu.
Sumirá igual nuvem com ferrugem porque apodreceu
Teu amado tirou-os dos favelados você não reconheceu.

Para todas as mulheres veneno de cascavel digo adeus.
Chore na hora do silêncio tamanho da Juvêncio que sou eu.
Pra você eu repito no seu ouvido grito adeus,adeus,adeus.
Volto a dizer não vou obedecer jamais o estilo seu.

Composto em 12 de novembro de 2006 – às 15h04

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