Jorro de Perfume (Baião)

Você caía nos meus braços como era de costume.
Seu olhar elucidava  igualzinho um vaga-lume.
As declarações de amor nosso amor louco resume.
Nossos atos malicioso jamais tornou impune.

Nossos beijos inumeráveis para sempre foi imune.
Nossos físicos sem sesteio caprichado no curtume .
Na censura os invejosos caíram sem que se aprume.
Nosso dócil coração não se forma azedume .

Nossa animação jovial igual peixe no cardume.
Nosso prato bem seleto tendo base nos legumes.
Nem que o mar jorre maré e na praia se espume .
Quando nós forçamos a barra é só jorro de perfume.

O afeto diz nas palavras até inimigos da presume.
Quando nós aproximamos coração aumenta o volume.
Se a guerra terminar começa logo o queixume
No domínio amoroso somos isento o ciúme.

No dinheiro somos grosso a poupança é betume.
É meleiro continente sem samôra ou cerume.
Na presença do lampião até carrapatos dá estrume.
Tudo treme igual geléia  gemendo nos dois gumes.

Por causa do nosso amor faço o céu ficar em brune.
Faço o diabo dar nos pés mesmo que o louco fume.
Aparece raios e trovões quando nosso amor se une.
Quem quiser me atrapalhar grande bombardeio zune.

Composta em 07 de setembro de 2006 – às 7h49

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