Adélio Carlini Baião Manjarra Enrolada (Baião)

Manjarra Enrolada (Baião)

Cem por cento da humanidade fala-se em amor.
Cem por cento estão isento não existe amor.

Se a mulher for apaixonada simplesmente por dinheiro.
Corre por chifre no marido percebi bem ligeiro.
Ele fica de manjarra  enrolada igual  urutu cruzeiro.
Desiludido sai da linha eras trem de passageiro.

Ele chama amor, amor minha flor minha flor.
Espera outra lua meu bem, por favor, por favor.
Pontada aqui e acolá por todo lado é dor.
Cabeça esta latejando vou tomar um ar corpo é um vapor.

Dizendo não  e não vou lá na fazenda do seu João .
Comprar umas novilhas e um bando de leitão.
Não e não estou cansada abatida aproxima menstruação.
Despedindo com beijo traidor abraça o camisolão.

Se ela é rica o marido não tem do que ela gosta de pensar.
Põem chifre cata um catador de lixo pra se alegrar.
Homem também não quer mulher só para olhar
Monte de couro ele próprio tem que pode cariciar.

O nome de amor pronunciado só da boca para fora.
Acariciando seu chifre na hora do bom foge vai embora,
Cheiro da flor coitado sente só quando o vento decola.
Camisolão está na serenata mais em caco está a viola.

Monjolo na estiagem apodrece ao ficar parado.
A tempestade noutro hemisfério deixa-me eu admirado.
Esposa pega carona dizendo adeus ao fracassado.
Ele se disfarça freqüentando o bar do Conrado.

Cem por cento mentirosos chamam ambos de amor.
Mas o corno  mentiroso dorme na espera do falso amor.
No celular ela avisa já estou chegando meu amor
Só que a lagoa virou pântano  o jacaré sente o dissabor.

Composta em 31 de julho de 2006 – às 12h33

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