Miolos de Galinha (Baião)

Visitava uma velha lá no jardim alvorada era super carrancuda que em nada se agrada.
Era da idade da pedra só de cara derrubada enfeitava-se com brincos mais de face enferrujada.
Queria cheirar perfumes mais era enfumaçada tinha duas dentaduras totalmente pendurada.
Tinha os olhos na toca tinha face maquiada com tinturas no cabelo tinha as unhas de aguilhada.

Tinha pés de avestruz língua bem afiada foi o diabo que gerou em uma égua na invernada.
Tinha miolos de galinha vivendo despenada, dormia só nos poleiros dizia que não sentia nada.
Amizades com sapatões dum modo bem disfarçado queria só dar-me beijo queria só viver abraçada.
Piscando para os gatões das esquinas e na cilada sua maior alegria dedicar em conversas fiadas.

Saí vendendo azeite em galope em disparada disenteria náuseas louca pra ir completar na privada.
Passando longo tempo de metamorfose nesta etapa desgraçada saí com rabo que era uma tocha igual raposa na chumbada
Atitude de pederasta me escorregando em laçada. Igual a Rua São Pedro viela do Noca utilizada.
Aqui não é Sodoma sou isento de emboscada miolos de galinha que nem o galo não quer nada

Composta em 10 de outubro de 2006 – às 11h52

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