Modernagem estão Carecas (baião)

Modernagem estão Carecas (baião)

Recordo os tempos bonitos. Não havia luxo e poluição.
Com fartura do carro de boi. Tirando toras do grotão.
Bois puchavam animados. Extasiados no rugido dos cocão.
Não tinha aposentadoria. Sobrava era chuço do ferrão.
Obediente no moral da história. Ainda achavam que era bom.

Pros carreiros uma penitenciária. Pisando em estrepes e urutu.
Nos fueiros amarrava bóia fria. Charque arroz era seu tutu.
A cheda do carro de cabriúva. Fueiro era de guatambu.
O corpo cheio de contusão. Estrepada ficava azul.
Roupas amarrada de guarânas. Cinta e chapéu de couros crus.

Cantar do carro alegrava os bois. E macacos pulavam nos galhos
Espantava veados e quatis.Perdia o medo de espinho e orvalho.
Dinheiro que ele ganhava. Pra tratar da esposa e os pirralhos.
Tinha prazer no passar dos anos. Ocupando constante no trabalho.
Criando os filhos grandes homens. Inocentes mais não eram retalhos

Raios tempestade calor e frio. Enfrentava mais duro que aço.
Importante era o amor da família. Esposa e filhos davam abraços.
Hoje quem vive na moleza de cidade. Família explodem em pedaços.
Saem veados  traficantes maconheiros. Nômades por causa do fracasso.
Em geral todos coçam os piolhos. Total está na ratoeira do embaraço.

Composta em 28/8/2011

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