O Catador de Papelão (Baião)

Na cor bordô brinquei com a filha do Salvador.
Com a cor bordô ela me enfeitiçou.
Com a cor bordô tão sagaz me aprisionou.
Vivo só chorando sem os carinhos da Leonor.

Por causa do bordô eu virei até gigolô.
Delirando sem enfastiar em ver seu biquíni e maiô.
Lembrando a sua beleza fiquei craque em pornô.
O bagre morto torna viver e na lagoa ele bóio.

Fiquei frustrado sua beleza me engodo.
Por causa do bordô que meu berro disparou.
Na cor bordô que a jiripoca afundou e se afogou.
Por causa do bordô minha poupança rodou.

Mais a poupança dela também faliu e murchou.
Jamais na minha vida vou interessar em bordô.
Pois sou tísico tuberculoso a saúde arruinou.
Virei catador de Papelão por ser gamado em bordô.

Composta em 07 de julho de 2008 – às 12h

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