Primeiro Fracasso (baião)

Primeiro Fracasso (baião)

Do couro de um pantaneiro fiz dez braças de laço.
Não enjeitando serviço no lombo do meu Picasso.
Depois de anos de luta notei o primeiro fracasso.
Tentei laçar uma morena eu que caí no seu regaço.

Hoje sou um prisioneiro interno em seu coração.
Parecendo uma medusa com tentáculos em ação
Com seus beijos de alicate me deixando em convulsão.
Sou um vagabundo chiclete não to mais violão.

Em uma gaiola de ouro gozo toda espécie de requinte.
Os dias são poucos minutos já penso o dia seguinte.
Sou velho de setenta anos e porfio com todos de vinte.
Sou igual cão na corrente, sem miopia ou labirinte.

Perdi minha profissão mais tenho conta conjunta.
Troco carro todo o ano de boi ninguém mais pergunta.
Fui pião amansando burro Hoje é no avião que nós  amunta.
O maior industriário nos hemisfério nós temos equipe e junta

Composta em 2008às 8: 00

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