Ricaços Pobres (Baião)

Têm ricaços que são pobres e levam vida suntuantes.
Mas para Deus ele não passa dum rico ignorante.
Tem tudo mais esquece de Deus acham riqueza mais importante.
Ajoelham rente ao chão ao necessitar dum transplante.
Qualquer pobre agora serve nessa hora angustiante.
Observe os da elite os falsos doutores ou bandoleiros traficantes.
Mais na lavagem de dinheiro seu diploma não garante.
Rei Alexandre foi poderoso e morre por uma amante.
Quem atira pedras faz tramóia torna pedinte meliante.

Mexer nos discípulos de Jesus Jeová lhes quebra os dentes.
É destruído sem piedade pelo Deus onipotente.
Parábola do rico e o Lazaro leiam bem guarde na mente.
Distante do seio de Abraão pra vocês sobra à fornalha ardente.
Fiz rico ir ao varal  da carroça  paupérrimo foi presidente.
Fiz morro aplainar sem estrondo só com a minha fé latente.
Fiz mosquito gerar elefante pulga mudar de continente.
Fiz mulher orgulhosa gostar de retardado e delinqüente.
Fiz manjarra apodrecida tornar rijo homem potente.

Cyborg, Huck, King Kong, mato ele em despeite.
Se o Hércules estivesse aqui fazia vender azeite.
Saia com o rabo que era uma tocha de avião ou de esqueite.
Por isso caro amigos da onça é melhor que me respeite.
Senão te arranco o estrume e você bonzinho aceite.
Sou igual jegue isolado  preso aguardando algum enfeite.
Só vou agindo no tempo certo quando o cio está em deleite.
Pro rico pobre diz o Todo Poderoso que você hoje se ajeite.
Sem falta vou te buscar espero que você deite.
Lá se foi o seu quinhão rico pobre que faz desfeite.

Ganho nas batalhas perdidas jamais eu enfrento bate fundo.
O Salvador em frente de Pilatos  disse eu venci o mundo.
Sem boca ou metralhadora não afugento do oriundo.
Mato milhões de inimigos só na catinga do moribundo.
Quem não vomitar as paqueras sai náfico aleijado corcundo.
Jesus e anjos meus marechais todo declive inundo.
Faço a terra e mar subir ao céu todo poder redundo.
Você acerta as contas com Deus no intervalo de segundo.
Riqueza tornou estéril o pobre tornam fecundos.

Composta em 14 de novembro de 2006 – às 21h25

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