Urubus Vagabundos (Cururu, ou Baião )

Agora que eu descobri o quanto que o mundo é ingrato.
No meio dos urubus não fica vivo o pato.
Fui alvo de tantas picadas engordando os carrapatos.
Borrachudos que avançaram suculentos foram seus pratos.

Comeram meus intestinos não deixaram nenhum fiapo.
Com refeição deliciosa sem uso de guarda- napo.
Ganhei dinheiros com os braços, mas, cai no fracasso.
Fiquei super milionário, caí nos contos de vigário devasso.

Destruíram meu patrimônio sugaram igual picaço.
Meu ritmo acelerado foi destruído meus passos.
Não fui touro selvagem mais caí feio no laço.
Destruíram fígado e rins removeram o meu baço.

Piolhos e muquiranas deixaram careca o sovaco.
Fiquei igual pelicano e no meio de macacos.
Coisa que eu mais detestava ficar de catar cavacos.
Espirrei cheiro de mofo onde não tinha tabaco.

Fiquei preto de desgosto mesmo com sangue de polaco.
Fiquei em pura miséria sepultado num escuro buraco.
De tanto levar bofetada fiquei objeto curcundo.
Fiquei com nojo do erro criei fobia do mundo.

Quero ficar no seio de Deus levar nossa amizade a fundo.
Eu que tinha saúde fantástica hoje sou frágil moribundo.
Junto com o dador da vida quero amoldar com oriundo.
Interessante é ser aprovado, pereçam os urubus vagabundos.

Composta em 14/9/2006 Hora 9;34

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