Cheio de Xaxim (Canção Rancheira)

Hoje você passa naquela rua acompanhada cabeça baixa no intimo a chora.
Lembra quando passava comigo tinha alegria porque ensinei amar.
Comigo andava de cabeça erguida dei liberdade pra de outro gostar.
Recorda o tempo de mulher adulta hoje no silêncio vive lastimar.

Igual casal de rolinha observando a natureza nas beiras da estrada flores apanhar.
Os aromas com nós comparavam hoje numa fossa só vê catingar.
Nas madrugadas nós saia com orvalho observando vôo dos pardais.
De felicidade eu supria superlotava amor romântico começou fracassar.

Casas comerciais e bancos que nós entravamos abriram créditos para você extasiar.
Pela mesma porta entra recordando com um primata para te aproveitar.
Cada tijolo de sua casa lembrará de mim com o primata não pode reformar.
Virou tapera de fuligem cheio de xaxim falta de homem para te realçar.

O rouxinol que cantava em sua cozinha hoje você blasfêmia ao ver sapo coaxar.
Ó que saudade tem dos tempos feliz quando tinha (homem) pra ajudar.
Sem retorno com freio e espora na barriga tira o jeito de você pular.
Saudade faz aterrar num choro latente finge de cara bonita pros filhos não desconfiar.

Nem que tome banho continua sebenta doença afetando faz o vulcão revolucionar.
Xaxim e fuligem colado na tapera  as portas de esgoto começa catingar. 
Xaxim floresce produzindo mudas mais eles não serve pra casa enfeitar.
Neisséria ataca de modo oculto sagaz convida os gusanos para saborear

Composta em 31 de outubro de 2006 – às 8h38

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