Sou Delicada Gaivota (Corta jaca)

Coisa triste é fazer amor fora do gosto.
Com uma crocaca olhos na toca e greta no rosto.
Beijo cheirando corega, batom mais cheio de boqueira.
Dentadura enfarinhada nariz correndo ranheira.

Costelas saltadas, ma mica seca de cupim igual boi zebu.
Bico nas costas pra disfarçar cascuda igual tatu.
Barriguda mas pernas secas com varizes raiz de figueira.
Calcanhar rachado de esmeril e bem cozida de frieira.

Fazer amor só com salva vida como se estivesse no mar.
Na água doce só piranha e a aides fazendo a vida encurtar.
É igual gabinete de médicos igual caixa eletrônica.
Sai um vai outro acompanhado por orquestra sinfônica.

O fole da sanfona toda rompida as bielas todas fundidas.
Uma geladeira um regato de águas poluídas.
Quem costumado viajar na viela do Noca depois na rua São Pedro.
Ir bem agasalhado porque a Gronelândia é frio de fazer medo.

Ela gosta de bastante dinheiro igual galinhas que está com fome.
Vizinhos observam quem freqüenta perde seu nome.
É fofoqueira mente para as comparsas diz que eu não dou no coro.
Um ciúme desgraçado só de medo de perder o seu namoro.

Vou sumir da Gronelândia vou ao calor do amazonas.
Lidar na seringueira renovar ao lado de outra dona.
Groelândia é foca e pingüim e meu navio vai noutro porto.
De cansado virei manga de paletó gemendo vivendo só torto.

Hoje sou direito não tatuou teu sou delicada gaivota.
Sou litorâneo voando macio completo nas quatro sótas.
Agora de moringa fresca sem mudar a minha de rota.
Eu confiro profundo na CPI escolhendo só candidata que vota.

Composta em 16/11/2006 as 8:00

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