Cantor Valoroso (Cururu)

Com minha viola no peito minha voz vai pro infinito.
Multidão faz rodeio por vê eu canta firme bonito.
Pra cantar tenho valor e não canto gratuito.
Cantando dia e noite as modas não repito.
Nasci nos meados do mês foi num ano tão bendito.
Não fui criado em convento não pertenço aos Carmelito.
Tempo inteiro viajando conheço Ásia e o Egito.
Modas eu faço por cento milhares já tenho escrito.
Não abandono a viola podem cobrir-me de granito.
Nem que enfrente fenômeno de algum tipo esquisito.
Confio no Deus do céu e proteção solícito.
Telefone não é cortado mais intruso não permito.
Depois que eu entrar na guerra não quero ver gemido ou grito.
Mas se quiser paz na terra seus planos eu facilito.
Pé de frango da virado não deixo juntar mosquito.
Pode vim doutor José, ou João, Francisco ou Dito.

Não dou bola pra sucata espertalhão e parasito.
Morenas lindas fazem rodeio faz tudo o que eu palpito.
Sei agir no tempo certo sem precisar de apito.
Venha certo encabado porque senão toso o chifre do cabrito.
Vou rapando as namoradas do Juvenal e do Expedito.
Com a viola já expulsei valentões lá do Luizito.
No fim da cantoria já tinha esticado os cambitos.
Por este peito de aço fez xixi o João Carlito.
Onde estiver feitiçaria nesse lar eu não habito.
Meu poderoso advogado jamais deixou sólito.
Proteção do todo poderoso por malefício não saltito.
Só confio na verdade mentiras eu não admito.
Minha fé inabalável do meu Deus esta convicto.
Não caio nas emboscada aglomerações deixa frêmito.
Sou formado em auto grau por camisolões não me irrito.
Sou batizado e consagrado pra sempre conservo o rito.

Composta em 13 de agosto de 2006 – às 16h31

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