Desilusão Caustica

Vivo triste azarado embrutecido. Vivo só fazendo careta.

Porque a mulher que eu amo. Jogou eu bem fundo na sarjeta.

Depois que me abandonou. A coisa ficou ainda mais preta.

Só com a pele em cima do osso. Comprido igual vareta.

 

Gostei tanto da malvada.  Não sei como deu na veneta.

Hoje minha ideia vive viajando. Mais que estrela cometa.

Meu coração está comprimido.  Alojado em uma gaveta.

Do mundo vivo sem consolo. Sem ter o amor da Antonieta.

 

Recordo os tempos felizes. Quando eu tinha a lambreta.

Nós  rolava no leito em cansaço. Por virar de pirueta.

Dias eram curtos em felicidade. Que ela até tocava corneta.

Mais entrou estrume em seus miolos. Secando tinta da caneta

 

Não quero ver pior as coisas. Porque meu corpo está cheio de greta.

Coçando a sarna me enlouquece. Tormento com pedra na uretra.

Em delírio já sofro muito. Esforço pra suicídio não cometa.

Mais ela vive só em cabarés. E diz comigo não se meta.

 

Composta em 3/10/2017.

 

 

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