Escorregando Numa Fossa (Cururu)

Casei com uma moça de vila o seu nome era Camila sem pálpebras e pupila
Natural de Ponta Grossa. O sogro querendo aumentar a família empurrou a única filha
Seu alvo ele engatilha o genro ele endossa. Olhe a sorte do caboclo
Procurei uma vida de louco escorregando numa fossa.

Comia igual gafanhoto, pois ela só me chamando eu de broto criei hérnia no   escroto
Nós jantamos merenda e almoça estando desanimado ela faz serão de agrado
Até que a mangueira do gramado eu faço jorrar e alvoroça estou no mato sem cachorro
Não resolvo eu vim de choro porque escorreguei foi numa fossa;

Vivo em casa prisioneiro lua de mel ano inteiro, pois meu sogro no dinheiro.
Faz de tudo e desembolsa deixa eu as vontade sou igual o rei da majestade
Não apareço mais na cidade distante na palhoça de amor nós transbordamos
Sou igual um cão puxado na corda mais escorreguei e caí na fossa

Meu sogro me enfeitiçou o seu genro encostou o pepino engrossou
Deixando nós em boa bossa. Ele cuida das finanças até das crianças
No sucesso a gente avança estou preso internado em uma chóça. Contínuo nós alegra
E nós jamais sossega só escorrega inteirinho numa fossa

Ninguém queira invejar e em Ponta Grossa. Procurar venha ver como estámos
Mais a felicidade é só nossa. Vocês não decifra este mistério fim é no cemitério
Teu curso de estágio vai a zero isto é só para mim para minha (Roça).
Não caia na besteira e vai nem que não queira catingar antes de ir à fossa.

Composta em 26 de outubro de 2006 – às 10h31

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