Garanhão de Baia (Cururu)

Escolhi para as inspirações banco da rodoviária.
Jamais podia esperar idéia extraordinária.
Levei a viola amiga excelente secretária.
Aproveitei domando minha vida solitária.
Versos abriram igual leque da minha vida precária.

Nós saiamos bem cedinho quando tudo se orvaia.
Contemplando as belezas vendo o sol quando raia.
Andorinhas voando unidas batem asas e se espalha.
Vendo formigas e abelhas como unidas trabalha.
Lembrei do nosso amor bonito mais me soltou numa fornalha.

Vou ferir tua mitral daí seu coração ingrato desmaia.
E no caixão na quero que acorde e da cova nunca saia.
No computador tenho registrado a sua vida surda de canalha.
Nós parecendo criança com as duas pernas cambaia.
Sou igual catador de lixo sempre em busca de migalha.

Fui caindo nos seus braços levando vida de otária.
Deu bote igual serpente protegido na moita de orvaia.
Mas o veneno injetado infeccionou as vias urinárias.
Tornei big poderoso onde os gargantudos falham.
Deixei da Afrodite, pois sou Marte de batalha.

Deixei da geladeira sólida saí igual cavalo de raia.
Não podia ir ao banheiro que ela estava de atalaia.
Passei viver em devaneios só pensando na Soraia.
Eu era um frágil patão virei garanhão de baia.
Sou jacaré de olho murcho mais meus dentes estraçalha.

Composto em 6 de novembro de 2006 – às 12h50

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