Golpe do Baú

Casei com uma velha. Pensando dar golpe do baú.

Inverteu todo meu plano. Alzheimer deixou pobre e nu

Em delírio ela fica mastigando. Rodeia a casa grita e corre.

 Para eu ficar livre da fulana.  Vou ao bar e tomo porre.

 

A velha rica afinou as canelas.  Parecendo cabo de rodo.

Cinco anos de cama separadas. As noites são de longo período.

Sua poupança continua no banco. Banco esse que fica sentada.

Alimento é embalagem preta. Remédios que deixa saciada.

 

Eu alimento de pinga na cara. Vivendo só de orelha derrubada.

Sem o algo do golpe do baú. E não quero saber de mais nada.

Era vagabundo e ainda sou. Sou responsável simples otário.

Sem conseguir dar os canos na velha. Caí nos contos do vigário.

 

Composta em 24/3/2014

 

 

 

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