Oportunidade Verte (cururu)

Fui caboclo de sorte não tem ninguém que me entorte sou manchete de repórter

Não há alguém que me concerte. Gosto demais de rabo de saia, mais eu não enfrento gandaia.

Não fujo nunca da raia, das morenas quero flerte. Aquela que cair na mira

Por mim elas suspiram igual à filha do Laerte.

Ele foi gaúcho guaxo pus nele um barbicacho montei de espora e bombacho

Gaúcho ficou inerte, Na garupa do alazão eu de revolver e centurião,

Enfrento um batalhão, se existir quem me aperte.

Hoje sou muito estimado, da sogra e dos cunhados, alforriado do Laerte.

Sujeito que estiver dormindo, o seu dia não é lindo, porque o garanhão esta agindo.

Morre sem que alguém alerte. Você pode ser sagaz ser velho ou rapaz.

Eu mostro ser eficaz, sem que tontos me desperte.

Como fiz para o gaúcho, vazei o teu bucho fracassei com o Laerte.

Sou elétrico no corpo seu tiro é que sai torto coitadinho já cai morto

Sem que nada me acerte. Sou dotado de vitória Com inúmeras histórias.

Todas elas tive glória só oportunidade  verte

Com a Lilia em cima do muro, jamais passo apuro que venha milhares de Laerte.

Não adianta ficar afoito, na mira do trinta e oito, comigo fazendo coito,

Sem cisma elas converte. Sem bíblia ou escapulário sem fé sem rosário

Nesta era de otário não tem lugar que deserte. A Lilia deixa- me valente

Mato rindo de contente como fiz para o Laerte

Composta em 6/10/2006

 

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