Paul Corrosivo (Cururu)

Me arranchei  com uma velha cunhada do seu Raul.
E a coisa ficou preta quando  esperava tudo azul.
Queria maça de concreto mais só encontrei Paul
Queria viajar pro norte ela preferia o sul

Fui ficando contrariado sem normal fora do uso.
Desaparecendo o prazer só passado dum abuso.
Meu carro vivia atolado num pântano de recuso
Foi só quebrando as molas sem despanar o parafuso.

A velha fungava feio coisa bem fora de moda.
Só via o carro atolado virando em falso as rodas.
O carter  ficava furado  corrosível  igual soda.
A múmia bem sossegada do que via nada incomoda.

Da estrada da ribanceira consegui sair da lama.
Desisti viajar pro sul em mim a velha não mama.
Vou lubrificar o carro e lustrar tirando até da grama
Pra velha dei cartão vermelho derricei a minha fama.

Ela parou de viajar pendurando firme a chuteira.
Tirei o carro do brejo sem olhar para a regateira.
Arranjei uma linda pequena viajamos a vida inteira.
Nosso alvo só é o norte porque ela é moça mineira

Composta em 08 de novembro de 2006 – às 09h40

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