Planta Melancia a Beira da estrada(cururu)

No norte do Paraná morava a Maria Das Dores.

Que ausente do marido fretava outros amores.

E o Marido adoeceu para ela caiu pétalas de flores.

Colocou-o ele numa carroça conduzindo aos doutores.

Com o boletim de saúde entendeu tudo errado.

Pensou que ele ia aos infernos ideou festa no povoado.

Comprou um terneiro gordo e cerveja de engradados.

Convidando seresteiro com o novato amor arranjado.

Junto com seu amante jantou fora do limite.

Sua pressão foi aos ares no excesso de apetite.

Horas depois da festa teve seu velório no convite.

Notícias foram ao seu marido internado de hepatite.

Pediu alta viajando cedo porque amava ela de fato.

Mal sabia que o vizinho era o rival candidato.

Seu amigo imensurável nos bastidor era ingrato.

O narrador desta história contou-me de modo exato.

Acontece sempre engano os humildes pagam o pato.

Os sem fé caem na rasteira sem comer lebre e come gato.

Mulher leviana se derrete é pedra em nosso sapato.

Planta melancia na beira da estrada outros entra de gaiato.

O pobre do João Francisco encerrou os dias no malogro.

Jamais sabia que sua amada soltava seus pés no fogo.

Nessa armadilha os incautos caem e faz perder o jogo.

Melhor ficar na atalaia que sofram alcateia de lobos.

* Nota devido a extensão pode ser transformado em poesia.

Sempre digo não sou compositor e nem cantor sou curioso.

Composta em 17/10/2012

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