Porta aberta (Cururu)

Moro num lindo panorama caprichei num belo recinto.
Eu era família de classe falo verdade não minto.
Mais o tempo foi passando precisa ver como eu sinto
A casa ruiu por inteiro deixando eu seco faminto.
Meu coração azedou amargo igual absinto.
Comecei comer todas as galinhas e a família come os pintos.

Nos nervos que eu fui ficando fui apertando o cinto.
Coração trocou de cor ficou roxo até tinto.
Fui sentindo abalo sísmico mais na erosão do meu instinto.
Virei zero às esquerda família foram pros quintos.
Hoje estamos cheio de mofo antigamente cheirava jacinto.
Virei comer todas as galinhas e família só comendo pinto.

Os filhos ficaram importantes querem ser o Bioclinto.
Mas sem esquecer o costume feio nas orelhas eles têm brinco.
Não dou voto favorável é distante de ser distinto.
As moças com pencas de filhos destruíram o labirinto.
Uma recebe quatro pensões as outras passam de cinco.
Daí virá comer as galinhas elas só comem os pintos.

Vendo a carreira perdida transformemos em Corinto.
Finjo de vesgo e miopia  ouvidos secou os pirilinfos.
As portas que estavam na chave hoje estão no trinco.
Sou corno não ligo pra nada levo tudo no requinto
Meninadas que me rodeiam dizem que eu sou gatão felinto.
As galinhas dão sustento família continuem comendo pintos

Composta em 07 de novembro de 2006 – às 14h

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