Rainha e não Fidalga

Namorei uma gaúcha. Dessas que não embucha. Nem na espora repuxa.
Detesta em carregar a carga. Imitando tudo da cutia Que sem cauda em tudo exibia
Casou só pra enfrentar orgia. Pra mim a vida era muito amarga. Um dia virei o fio Porque ela não tinha cio. Me surrou virei corrupio Eu só gritava largaaa, largaaa, largaaa.

Quanto mais eu gritava mais meus cabelos arrancava. Apanhando ninguém me salvava.
Passei mesmo horas amargas. Ela dizia sou rio-grandense. Você de mim jamais pense. Que de mim tu não vence. Sou da terra de Getúlio Vargas. Sem poder escapar dela Deu-me uma surra de chinela.
Eu gritava assim não Rafaela. Eu dizia largaaaa, largaaa,largaaa,Triplicou mais minha carga.

Sem eu desconfiar do palavrão. Começou dar tamanho supetão. Foi me esfregando no chão. Dizia sou Rainha e não fidalga. Suma daqui e não volte Intensifico sua má sorte. Sou do sul não no norte Minha sina ninguém embarga. Dei meus golpes errado Há anos que sou mal casado. Até chamaram eu de tarado Em todo tempo minha ideia salga eu só gritava largaaa, largaaa, largaaa

Estava pobre em dupla miséria. Conquistei a gaúcha Quitéria. Já explode minhas artérias. Sem haver ressalva. Fiquei com náusea da vida. Pra não ser homicida Pensei tomar formicida Com austeridade extrema. Não pude ter concatena. Voltei morar em Ipanema. Mais ela me agarrou e eu dizia não, largaaa. Não, largaaa, não, largaaa. Mulher mestiça macho me larga,me larga

Composta em 23/5/2015

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