Adélio Carlini Cururu Tudo está no Vermelho

Tudo está no Vermelho

Quis casar com a gaúcha Valquíria. Por ela ser muito caipira.
Olhe o nome que deu pra cambuquira
Diz que chama grelo. O vinho e a goiaba.
O caqui e a beterraba. Ela chama de vermelho..
Trabalho longe na roçada. Chama pra almoçar lá na lombada.
Dou contorno na chapada. Me espera e surra eu de relho.

Seu almoço está tudo vermelho E só como a sopinha de grelo.
O que ela fala não tem apelo (bis)

Estranhei seu dialeto. Conversei com o sogro e neto.
Declarei os nomes completo. Meu nome é Eduardo Botelho.
Sua filha é amorosa mais é brava. Gaúcha morou em Guarapuava.
Por mim ela só chorava e chorava e chorava.
Nesse costume quero ver se assemelho. Com essa história de vermelho.
É faceira de meu gosto. Passa batom vermelho no rosto.
Pergunta se estou disposto Ver seu estilo no espelho.
E diz sou bela no batom vermelho.
A janta tem sopa de grelo e vermelho. E nosso colchão é tudo vermelho.

Tudo vermelho tudo vermelho (bis)

Por ser graciosa me judia Sem faltar sova todo os dias no sadismo com alegria
Fico igual criança no fedelho. Disparo e vou para a cantina.
Vinho vermelho me anima Dispenso ela vou na oficina.
E preparar o aparelho. Daí ela desiste do ato.
Prepara meu quitute no prato. Vou buscar cambuquira no mato.
É sem arroz ou feijão é só vermelho
É beterraba e chimarrão. Porém é tudo no vermelho.

E fico só no sinal vermelho. Imitando coelhos
É só no vermelho e só no vermelho. Só é no vermelho(bis)

Composta em 23/5/2015

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