Vampiro Faminto (Cururu)

Meu coração já não bate estando seco encolhido.
Estando preso engavetado sufocado escondido.
Vergonhoso de amor falso seu dono tem sofrido.
É o meu fiel companheiro sem ele estou perdido.

Deito na cama não durmo com miolos combalidos.
Parecendo paranóico criminoso foragido.
Alegria derreteu to vendo o circo caído.
Meus olhos querem naufragar também o meu ouvido.

Minhas lagrimas são quente igual soda derretido.
Meus ouvidos mentirosos avisam sem ver ruído.
Campainha de alarme falso é o vento dando gemido.
Imitando a fugitiva dum jeito bem parecido.

Meu choro vai repetindo igual violão no sustenido.
Olha para mim com vergonha com as cordas corroído.
Ficou choco igual antanha ou cachorro sem ganido.
Lembra de seu companheiro tempo feliz ter vivido.

To ficando moribundo neste mundo desunido.
A coruja só cantando dum jeito tão atrevido.
Adivinhando minha morte eu já tenho apercebido.
Enforca meu coração arrasado estou falido.

Não venha no meu velório vou deixar esclarecido.
Pulo fora do caixão avanço louco varrido.
Deixo nua no ambiente em pedaços seu vestido.
Igual vampiro faminto que a tempo esta desnutrido.

Composta em 2006-08-01 Hora 15:24

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