Carmesim (Guarânia)

Eu conheci num sorriso dum toque de buzina.
Parei o carro e chamei bem na frente da esquina.
Levei numa viagem bonita lá no alto da colina.
Parecia uma boneca guardada na vitrina.
Uma donzela carinhosa a rainha das meninas.
Ao despir seu lindo corpo o proprietário alucina.
Falamos uns palavrões igual escrita de latrina.
Dali a poucos minutos somos seres que se combina.

Sem drogas ou entorpecentes ou produto de cocaína.
Nunca uso ingrediente sem pomada do Japão ou da China..
Agimos no natural distante da morfina.
Sem uso de acessórios nem uso de vitamina.
Só usando seu grande amor ao eu baixar as cortinas.
Suspendendo o preço do dólar infração também domina.
Acabamos esquecendo tudo sem efeito de vacina,
Vi você mordendo os dentes igual vaca que rumina.

Também vi ficando vesga revirando a retina.
Manchando feia a saia importada da Argentina.
De branca virou carmesim perdeu a cor cristalina.
Nosso amor logo ferveu calcular ninguém imagina.
Ansiando mais amor retornemos à rotina.
Infiltrado num motel propriedade da Cristina.
O carro veio deslizando cortando vasta neblina.
Relógio deu as pancadas contei sete em surdina.

Preparemos novos ensejos para a próxima sabatina.
Vou buscar na sua casa hora certa nós dois combina.
Oito horas de saudade sem ver quando aproxima.
Vendo você na minha frente teu semblante me fascina.
Canto versos o dia inteiro seu nome fica na rima.
Minha voz enlouquecida com o seu favor ela afina.
Tristeza me desespera quando a noite defina.
Ausência de ti devassa distante da Rosalina

Composta em 13 de agosto de 2006 – às 10h39

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