Dafne no Travesseiro(guarânea)

Quem me conheceu eu mocinho era charque nos bailes e festas.

Função de viola não enjeitava e também gostando do que não presta.

Em montaria e nas touradas sem ter vida exausta ou indigesta.

O tempo passou depressa e oco só a saudade de tudo que resta.

 

Meninas de hoje diz que me ama mais me põem freio e barbicacho.

Solta espora deixa manso de rédea sem ligar ver eu por baixo.

Arrastando as asas fazendo corococó fico quieto em tudo me agacho.

Dá ração agua gelada e pasto permito que faça festa  com seus os machos.

 

  Sou mamão apodrecido seus barulho fazem ecos e uivo dos veadeiros.

Erguem os focinhos no vento favorável seguem rumo em direção dos seus cheiros.

Eu só fico recordando os bons tempos que varava carrascal prados e desertos.

Alzheimer me deixa eu frágil delirando pra ter a Dafne em meu travesseiro.

 

Composta em 5/11/2013

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