Adélio Carlini Guarânia Dor Latente Forte (Guarânia)

Dor Latente Forte (Guarânia)

Meus versos te arrebentam sem nenhuma piedade.
Porque me abandonou com tamanha crueldade.
As cordas da viola agem sem sentir ociosidade.
Ela é minha tutora sem sua reciprocidade.
Penetra no coração tira seu sossego.
Não cessarei momento algum de cantar.
Até você cair em realidade.
Se rejeitar sofrera com meus versos.
Que eu não paro nem por caridade.

Enquanto repassa seus amores
Com os galãs esparsos da cidade.
Com amor desonesto despreza o puro.
Sem existir obscuridade.
Com seus amores as escondidas.
Final é cemitério ou atrás das grades.
Se não restaurar meu coração.
Veja que não conhece minha barbaridade.

Bebe e joga fuma na boêmia.
Com todo tipo de vaidade.
Transformou repentinamente.
Atuando na terceira idade.
Uma dor latente forte.
Consumindo eu de verdade.
Viola pesquisa o coração.
Solto a boca com autoridade.
Vou te matar de arrependimento
Remorso vai trazer adversidade
Vida fácil traz enjôo
E volta a mim com facilidade
Só invertendo o proceder
Agindo com honestidade
Ó viola companheira
Inspire meus versos na verdade

Composta em 14 de novembro de 2006 – às 21h00

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