Adélio Carlini Guarânia Engano de Vitalidade (Guarânia)

Engano de Vitalidade (Guarânia)

Tenho ódio do dinheiro dela. E dos seus parentes.

Ódio do tempo que passa e tão bom é o tempo presente.

Ódio dos invejosos que atacam severamente.

Querem cortar as minhas asas e dela ficar cliente.

 

O que é importante é a carícia que ela me faz.

Eu na velhice transformando em vigoroso rapaz.

Sou feliz parece que vivo cinqüenta anos atrás.

Ela é para mim super mercado que meu gosto satisfaz.

 

É minha maior riqueza as escórias não dou valor.

Esqueço preocupações de rotina Dedico a ela todo o amor.

Ela é um aroma de estímulo jardim coberto de flor.

Inalando uma felicidade induz elo de vigor.

 

Com os meus noventa anos entristece é pensar o futuro.

Apressa a mim a sepultura do mundo vou ficar no escuro.

Deixo para ela a saudade e um cabedal de seguro.

Ela não será de ninguém sua vitalidade selo e costuro.

 

Terá o mal de Alzaimer e lembrando-se de quem abasteceu.

A felicidade foi encantadora que o mundo jamais conheceu.

Morrerá balbuciando o meu nome recordando do amor que sucedeu.

Chorando sem consolo entregando a sua alma a Deus.

 

Em minha reflexão declaro não sou compositor e nem cantor e perdão se ver erros.

 

Composta em 8/10/2012

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Conteúdo relacionado