Fingida de Burguesa (Guarânia)

Aquela moça seca e loura não pega na minha mão.

Usando toda a sua boca mordendo mais que um cão.

Sendo muito marota em frente do meu portão.

Fingida de burguesa mais só cata papelão.

 

Quer homem de sua estirpe e viver em seu congote.

Veneno é de urutu cruzeiro sem errar em dar o bote.

Ao cair na armadilha é prisioneiro dentro de um pote.

Uma égua xucra arisca que não marcha e nem dá trote.

 

Aluga vestido caro e requebra com pose de ricaça.

Sem perceber que está na mira e conhecida na praça.

Os de calças curtas que rodeiam é um cacto que abraça.

Os avôs são golpeados com netos proveniente duma traça.

 

No meu território ela não colhe sou águia em pesquisa.

Tenho cautela sucuri rebato sagaz sabe onde pisa.

Meu dinheiro no cofre Ali babá meu cartão é visa.

Uso  em modo especial a fingida  não me alisa.

 

Composta em 28/11/2012

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