Adélio Carlini Guarânia Fingido de Cego (Guarânia)

Fingido de Cego (Guarânia)

Ela montado a cavalo rodando a invernada.
Ela quem faz o os queijos e zela da criançada.
Onze filhos que na sua saia ela via grudada.
Viajava comigo e afoita transportando a boiada.
No mercadonbsp; traz em dia todos os camaradas.
No mato ela faz cerca e faz também as roçadas.
Trabalha no fórum, pois é doutora formada.
É assessora do prefeito sem ter hora marcada.

Sua boutique é moderna Freguesia abarrotada.
Empregadas substituem é carreteira da estrada.
Já fez quarenta novelas no mundo é estimada.
É ministra da justiça Faz leis é por ela assinada.
Doze anos de casado dela eu não queixo de nada.
É amorosa e carinhosa nos dias que está folgada.
Tem amor nas suas amigas é lesbiana declarada.
Cada biênio nós faz amor porque sua agenda é lotada.

Escolhi mulher moderna porque a vida é pesada.
Os reais chovem nos bancos seu que não faço nada.
Chifres são igual escova permanecem arquivadas.
Permaneço no telefone pra anotar suas cantadas.
Sem faltar os gravatudos com ela em caminhada
Tratando eu com educação desculpo que não vejo nada.
O meu jardim florido com garanhões de emboscada.
Um dia encerra tudo tenho paciência redobrada.

Composta em 23 /10/2012

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