Fio de Bigode (Pagode, Guarânia)

Olho as aves que voam no céu olho as que voam na terra.
Cada uma satisfeita festeja, só nós que ficamos em guerra.
Em Apiaí um fio de bigode até hoje é documento.
Só minha falsa malvada falsificou seu juramento.

Aqui no fórum de Apiaí só eu ganhei no consórcio.
Numa população unida fui premiado com o divórcio.
Nesta terra abençoada só eu que sou eremita.
Espero que Deus inverta tornando minha vida bonita.

Meus versos tornam sucesso, e dela azedou seu coração.
Só assim volta correndo pra seu selecionado cirurgião.
Não é só nas grandes cidades que há ódio seco e traição.
Aqui em Apiaí também há indústrias de ingratidão.

Olho os altos da serra vejo o sol sair tão lindo.
Entre as nuvens a correr de mim caçoa sorrindo.
Todos aqui cumprem a palavra nesta terra de irmãos.
Neste Paraíso em dias chuvoso coberto de cerração.

Garante todos seus compromissos na presença do criador.
Só falhou aquela ingrata que jurou seu firme amor.
Num silencio quase total só eu que fico agitado.
Em matéria de amor sou o primeiro colocado.

Medito vivendo solitário vejo a natureza e ribanceira.
Olho as águas tranqüila correndo leva eu na brincadeira.
Sou do Apiaí e sou honesto que em fio de bigode assino.
Sol e lua e Apiaí cumprem Zulmira clareie meu destino.

Composta em 3 de setembro de 2006 – às 20h52

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