Guerra sem Batalha (Guarânia)

De minhas riquezas astronômicas. Rico só tem migalhas.
Minha  saúde fantástica .E os ricos vivem na fornalha.
Notem bem os invejosos. Como minha idéia trabalha.
Todos meus trilhões de neurônios. Jamais alguns deles encalham
Meu potente coração. Dia e noite não falha.
Sangue limpo corre no corpo. As veias todas espalham.
Corre em altas velocidades. Não estaciona nem coalha.
Trabalhando o fígado no escuro. Seu caminho não embaralha.

Ossos é laborioso zeloso. Sem medir esforço não retalha.
São resistentes mais que aço. Não é plástico nem de palha.
Meu dente enfileirado. Guerreia morde e mortalha.
Pele é impermeável me cobre Em resistente toalha.
Rins suspenso na coluna filtra distribui assoalha.
Olhos seguro na órbita. Satisfeito ri gargalha.
Sem óculos de proteção. Não faz papel de canalha.
Prepúcio que nada enjeita. Corta mais do que navalha.

Chego em casa a meia noite .Como virado com serralha
Tomo um litro de pinga barreiro. Intestino não escangalha.
Tenho força mais que touro. Mais que burro na cangalha.
Canto moda a noite inteira. Sou mais ardido do que gralha.
Invejoso que aproxima. Deus quebra tudo a mim e desgalha.
Ele é meu defensor. Não enxota nem ver galha.
Recebendo eu com tanto anelo. Deixando alto na muralha.
Tenho vitória sem ter luta. Ganho guerra sem batalha.

Vivo num Jardim cheiroso. Só de rosas lírios e dálias.
Vencedor de corrida. Provo isso com medalhas.
Sou vanguardeiro mundial. Da Alemanha, França, Itália.
Sou manso com os invejosos ganho sem represália.

Composta em 15 de agosto de 2006 – às 15h55

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