Leito Putrificado (Guarânia)

Será que na agonia lembrarás de mim, será que terá tempo pra pedir perdão.
Lembrarás que eu te abraçava e apertando firme sua mão.
Sem motivo você foi se isolando perversa escorregando aplicando traição.
Não dizer que morre em paz entre as tabuas testemunhando o seu caixão.

Porque eu ficando desiludido alimentando a sós de falsa ilusão.
Quando você estava bem alimentada trocou-me por frágil camisolão.
Arrependida o remorsos matando, e lembrando triste da fartura de outrora.
Paupérrima fica mendigando, só falsos amores surgindo agora.

Vai recordando aquelas noites frias recorda chorando quem te dava amor.
Hoje num leito de odor putrificado atormentado com severas suas dor
Sapateiro jogando o couro lá no lixo entregue aos gusanos.
Lembrarás das agulhadas da vida no decorrer das aventuras dos anos.

Eu também lembro ò quanto incauto fingindo permanecia.
Também tolerando as ferrugens que os corroia.
Agora só restam ver o triste apogeu duma mentira de declaração de amor.
Que arrematou num vácuo penoso tristeza não falta em casório com a dor.

Composta em 5 de outubro de 2006 – às 14h23

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