Objeto de Caxangas (Guarânea)

Eu vivia de asas derrubadas igual pinto que encaranga.

Quis mesclar com mulher rica notem como fui saranga.

Eu querendo sombra e água fresca ela contratou capangas

Já raquítico emperrado paupérrimo vivendo na tanga.

Mais a inteligente da ricaça Aceitou escória e bugiganga.

Prometendo vida de fartura, pois então eu disse caramba.

Vivia solito pegava um peixinho família inteira estava na manga.

Mais nós rolamos na enxurrada De livre entremos na canga.

Ela prestativa bonita dengosa passei morar firme com a franga.

Redobrando o serviço para ela se arrependeu entrar no samba.

Levei uma sova caprichada surraram com um galho de japecanga.

Corri doido descaído Fui amanhecer em Itaporanga.

Deram tiros em minha culatra Roçou meu bumbum com pitangas.

Quero voltar à rotina costumeira jamais adoto cheiro de muamba.

Mulher rica que vá para o inferno que suas riquezas descambam.

E meu castigo é ser mameluco meu regime é na mixanga.

É cedo para eu ir para o açougue não sou objeto de caxanga.

Composta em 27/1/2013

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