Os Pais é Nossa Atlas (guarania)

 

Casei sem pensar em lua de mel. Afinal peguei levei no debute.
E não se pode levar a chute. Ouve estiagem já de começo.
Muito frio sem alicerce. Porque perdi o azimute.
Com a estrutura de abutre. Fui jogado para o arremesso.

Meu mundo esparso desabou. Quem dizia e era meu bem.
Bem cedo pegou o trem. Triste eu fiquei corando na estação.
Sem fazer feliz quem me amou. Transformei em João Ninguém.
Me apelidaram de quem, quem. Formigas que destroem plantação.

Estou igual um galo de rinha. Vermelho mais todo pelado.
Bermuda longa esfarrapado. Eu louco acabei com a vida dela.
Sem conhecer o que é a vida. Pensei que era boa vida de casado.
No congote dos pais coitados. Que foram atlas pra mim e a Rafaela.

Vivo catando lixo em tambor. É assim um pode vagabundo.
Que prejudiquei meio mundo. Na deriva pago o meu castigo.
Evaporou o amor que já era zero. Deus não perdoa meu mal.
Perverso depravado marginal. Tinha vida fácil hoje sem amigo.

Composta em 10/10/2006

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