Predadora do Amor (Guarânia)

No sonho que eu tive você me abraçava beijo e ternura no meio do suor.
Palavras de amor que você proferia eu contribuía com o mesmo ardor.
Lamas jorrando estremecida cansada dose dupla do ardente amor.
Cama perfumada frente da penteadeira cansado extasiado dobrando o flexor

Soluçava também saciada abraçada no pesadelo até a madrugada.
Meu fracasso que o sonho tem fim acordo angustiado no fim da jornada.
Na realidade você me odeia busco castelo de amor noutra encruzilhada.
Amor fracassado e delirando sonho acordado evaporado em nada.

Sou nuvem sem rumo jogado ao vento ave sem ninho em bosque aberto.
As predadoras tem facilidade devora meus  ossos no plano certo
Ressecado carente de amor sincero de  fartura de amor só resta deserto.
Vou fugir desta terra de ponta glacial ver se esqueço sem velas por perto

Composta em 19 de julho de 2006 – às 09h41

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