Ratos invejosos corroem (vanerão)

 

No monte de Vênus. Fiz a minha morada
Em fluxo de ebulição. De um regato na enseada.
Transbordava alegria. Ao ver a minha boiada.
Do alto da serra via. Lavoura e minha roçada.
Plantava só no toco Em cinzas de queimada.
Via um panorama atraente. Em grotas e lombadas.
Via ao longe a cidade. Montanhas onduladas.
Vida rica estimulante. Não me faltando nada.

Rodou o meu monte de Vênus. Em uma forte erosão.
Tempestade de infortúnio. Destruiu meu coração.
Um cuiara ratão de olho gordo. Me destruiu na traição.
Vivo em uma rocha ressecada. Sumindo a vegetação.
Monte de Vênus emigrante. Tratou com ingratidão.
O mais lindo panorama. Tenho só na imaginação.
Acabou a felicidade. Hoje é deserto de imensidão.
Vida rica tornou em precipício. Isento de solução.

Nessas terras de abutres. Ninguém mais planta jardim.
Ao ver flores desabrochar. Ciúme apodera o festim.
Nos aromas atraentes. Pululou só de Caim.
Tiraram couro e organismo. Sem terem penas de mim.
Vagabundo em minha ceva. Ainda atacam no pasquim.
Tiraram o monte de Vênus. Divertiram com o pudim.
Sei que Deus dará cabo. Nesses elementos ruins.
Os bons têm paraíso. Com felicidade sem fim.

Composta em 15/7/2011 as 9:00

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