Sangue azul Não Macula (Guarânia)

Naquela praça central cidade que você morava
Onde os moços em cortejo em minúcia acompanhavam.
Todas as noites exibiam com vestido de rendinha.
As rivais despeitavam com sua pose de rainha.
Com seus cabelos compridos cinto apertado espremia.
Cinturinha de boneca os moços correndo em porfia.

Eu ficava meditando vendo o nosso amor nascer.
Um dia você ia me amar e depois se arrepender.
Com o passar dos tempos deu-se tudo o que eu esperava.
Com o elo de união tão feliz nós se casávamos.
Com os anos que passaram percebi tudo mudado
Mais meu amor ainda está como era no passado.

Meu coração está firme como nos tempos de outrora
Quem não pensa mais direito é minha amada Aurora.
Parece sonho ou pesadelo mais tudo é realidade.
Desprezando retrocedeu pra minha infelicidade
Abalo sísmico foi depois de família estar criada.
Saudade dos tempos passados atirou-se na velha estrada.

Pressão dos tempos modernos você não mais suportou
Um bilhete sobre a mesa atestando a traição de amor.
Divorcio quer sem refletir ou pestanejar.
Mais amor igual o meu jamais irá encontrar.
Caminhos que apresentaram todos sem solução
Único que era seu amor rolou com sua ingratidão

Eu só tenho um advogado que não perde causa si quer
Confio que resolverá o amor que eu tenho por essa mulher;
Para voltar é fácil só recorde o passado de felicidade.
Nossos momentos de amor fazem você curtir a saudade;
Aurora venha para o seu rei voltando ser minha patroa
Sangue azul não macula honramos nossa coroa.

Composta em2/10/2006 Hora 21,25

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