Saudade da Suelen (guarânea)

Eu era moço de gosto domando redomão e potranca.

Mais a coisa mudou  tanto hoje vivo na retranca.

Prazer imitar mocinho mais a idade tirou a panca.

Encerrando a vida bem preta mais ouve tempo que foi branca.

 

Eu só amo ela no diâmetro ela me ama na perpendicular.

Enquanto ela da risada tem prazer em me ver eu chorar.

Carregando vida cansada sem paralelo pra me abraçar.

Por ela sou bem cariciada sem sesteio pra me beijar.

 

Tenho cabeça de rinoceronte bode de chifre e mais nada.

Imitando elefante sossegado com as trombas derrubadas.

Sou igual um curiango cantando até  de madrugada.

Dizendo amanhã é que vou me espere bem sentada.

 

Pra que serve a velhice é só garganta tudo repele.

Permanecendo distante dos abraços da Michele.

Faço de conta que não vejo detesto que ela me revele.

Sou simples gatão de armazém e com saudade da Suelen.

 

Composta em 5/11/2013

 

 

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