Uma Brasa (Guarânia)

Teu desprezo tua crueldade invade, esmigalhando a minha alma.
Este poeta escreve os versos sem ter calma e dor que desarma.
Nosso amor era uma brasa transformou em carvão.
Nossa intensa felicidade, hoje é vaidade inverteu a situação.

Não osso concluir nesta viajem espacial, tua cabeça só faz o mal.
Não esqueço nosso elo de amor, dando visto geral sendo fatal.
Meu sofrimento o tormento, concretizou no mais alto grau.
Era uma brasa nosso amor e desprezou, mundo naufragou sem vau.

Meu sonho atraindo o travesseiro, um desespero tornou ficção.
Ao acordar vejo a realidade sem verdade, agindo em contradição.
O vento traz a sua voz, tom algoz, sem anuncio no portão.
O ressonar e os passinhos, saia engomada de linho, mas, só imaginação.

De improviso que tudo isso veio acontecer, infeccionou meu viver.
Sem preparo, coração sem reparo, sente adoece, eu sinto que vou morrer.
Regina uma brasa de menina, boneca caiu da vitrina, o crânio fraturou.
Sem seus miolos, esvaiu o consolo, derreteu o nosso sadio amor.

Composta em 18/10/ 2006 as 17;31

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