Adélio Carlini Marcha Amando o Gerúndio (Marcha)

Amando o Gerúndio (Marcha)

Minha amada destituiu tomou doril abandonou-me por um seco vagabundo
Transformei num estado lastimável  amargurado num silêncio profundo
Pois o aidético é irreversível está trepidando andando corcundo
Ela também já com olhos na toca recorda chora quando era feliz com o fecundo

Único choro o triste lamento eu acreditava ser amor do outro mundo
Depois dessa o mundo desabou regredi meu abastado latifúndio
Vejo ela  em tela da televisão em vida precária em estado imundo
Na realidade ambos são catador de lixo esperando o final ambos moribundo

Mesmo assim quero estar de atalaia em minhas riquezas eu em tudo redundo
Porque sou neto de sangue azul não flagelo  preservando o oriundo
Quando a lagoa vira pântano banhado  latente labuto e afundo
Minha vida gira distante do particípio persistente não desprezo amando o gerúndio

Ela  encurvada olhos na toca que faz bem rejeitada da sociedade lá no fundo
Esperando apodrecer talvez num asilo se aceitarem ela e o  Raimundo
Os hospitais já resumiram o coquetel Já lavou as mãos desistiu o doutor Edmundo
Vou persistir em estar sempre na atalaia  mais um romance que lacra todo segundo

Composta em 27 de novembro de 2006 – às 10h47

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